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Relacionamentos Abusivos ou Quando o Amor Dói: como podemos apoiar e acolher essas mulheres?

Relacionamentos Abusivos ou Quando o Amor Dói: como podemos apoiar e acolher essas mulheres?

Nas últimas semanas eu tenho me incomodado além do que já é meu normal, com uma questão que faz parte do meu cotidiano de trabalho: relacionamentos abusivos.

Como Tarólogo e Terapeuta, atendo pessoas todos os dias sobre os mais variados assuntos, mas questões afetivas ainda são maioria. E dentre essas questões, é muito comum que surjam situações muito tristes, em que principalmente mulheres, se encontram em relações dolorosas e nocivas, sem conseguirem sequer perceber que precisam sair delas.

As violências psicológicas/emocionais, físicas, sociais e até financeiras, ocorrem o tempo inteiro e muitas clientes buscam minha ajuda para encontrar soluções para esses sintomas e não para a causa de seus problemas, que são o relacionamento e os motivos internos e externos que as impedem de terminá-los, ou de pedir ajuda para conseguir isso.

Longe de ser um especialista no assunto, eu diria que talvez a metade dos meus clientes esteja em relacionamentos com fortes características abusivas. E eu escolhi o dia de hoje para falar sobre isso, porque uma parcela substancial dos meus clientes são… mulheres. 

Ouço diversas frases infelizes quando comento superficialmente sobre essas situações: “todo relacionamento é meio abusivo”, “se elas quisessem elas saíam”, “em briga de marido e mulher não se mete a colher”, “ela volta pra ele porque ela gosta” etc.

Mas porque as pessoas – e principalmente, as mulheres – permanecem em relacionamentos abusivos?

Eu não tenho a resposta definitiva para essa pergunta, mas quero abordar algumas possibilidades aqui com você.

Ao olhar bem superficialmente para a vida nos grandes centros urbanos, principalmente fora das periferias, e para os avanços em algumas liberdades e direitos conquistados pelas mulheres, é possível que algum desavisado ou desonesto pense que as mulheres são livres e vivemos numa época em que falar de machismo estrutural é desnecessário. Mas nada poderia estar mais longe da verdade.

Desde o nascimento, e por vezes antes dele, as mulheres são repetidamente colocadas em um lugar de subalternidade, que as educa para sempre acolherem as necessidades alheias acima e antes das suas. Mesmo mulheres instruídas e bem-sucedidas trazem as marcas dessa “educação” opressora. E nesta instância entram as questões psicológicas que vão além do consciente, em que tudo aquilo que ouvimos, vimos e absorvemos durante nossa vida, forma crenças e gera comportamentos que não conseguimos explicar ou impedir. 

Vejo todos os dias, e diversas vezes ao dia, mulheres nas mais diferentes situações de vulnerabilidade. 

  • Há aquelas que não podem abandonar seus parceiros abusivos porque não tem independência financeira, ou porque embora trabalhem, não ganham o suficiente para sustentar a si e aos filhos sem a ajuda do parceiro. 
  • Há outras – que são em bem menor quantidade – que tiveram e criaram seus filhos em um padrão de conforto financeiro proporcionado pelo parceiro, que sofrem ao pensar que em uma separação seus filhos talvez tivessem de abrir de oportunidades que o pai poderia retirar em represália pelo término. E não é raro que o parceiro faça essa ameaça claramente.
  • Há também as que estão com suas autoestimas tão destruídas pelos abusos que acreditam profundamente que nunca mais serão amadas caso percam o parceiro atual, pois não se consideram realmente merecedoras de amor e o parceiro está praticamente fazendo uma boa ação ao amá-las.
  • As que acreditam que como o parceiro as ama, tudo que ele faz é passível de perdão e aceitação, pois “o amor vale/conquista tudo”
  • Há outras – e são muitas! – que foram criadas e viveram desde sempre colocando todos à frente de si mesmas e, por isso, não conseguem mais imaginar circunstâncias em que se colocam em primeiro lugar. 
  • Há também as que estão em situações de violência física e não saem por medo de morrerem.

As situações são tão diversas quanto as mulheres que as vivem e esses são apenas alguns exemplos. 

E o que todos nós podemos fazer sobre tudo isso? Por que eu estou falando desse assunto espinhoso, num dia em que a sociedade convencionou que os únicos espinhos deviam ser os das rosas envoltas em celofane, acompanhadas por um vazio “Feliz Dia da Mulher”?

E a minha resposta é que quando você atende milhares de mulheres de todo o mundo, como eu já atendi, vivendo relacionamentos em que imploram por migalhas de amor, de reconhecimento, por sentirem-se amadas e em troca receberem abusos, sobrecarga, violência psicológica e até física e abandono, o mínimo que se pode fazer é falar sobre isso.

Em meus atendimentos, eu sempre faço meu melhor para oferecer acolhimento, escuta, buscar soluções que estejam dentro daquilo que minhas clientes estão prontas para fazer no momento.

É extremamente desafiador, mas necessário, saber ajudar alguém dentro da realidade daquela pessoa e não da minha. É muito fácil dizer “você tem que largar ele!”, mas eu sei que muitas vezes “ele” já a afastou de todas as outras pessoas que diziam isso. E eu não preciso me juntar ao coro. 

Ao longo de minha vida, perdi muitas amizades preciosas por ter me colocado vocalmente contra um parceiro abusivo e, essas amigas estando por vezes muito apaixonadas ou envolvidas na situação para ve-la claramente, se afastavam de mim. 

Não tenho a fórmula perfeita para lidar com essas situações. É um desafio também para mim e algo em que venho trabalhando internamente. Quero me colocar como um aliado, mas sei que é muito difícil ser um aliado de quem não tem como reconhecer que está com um problema. 

Escrevi esse texto hoje para iniciar conversas. Para que quem leia pare um momento e pense sobre seu próprio relacionamento, sobre os relacionamentos de pessoas próximas e, juntos, possamos pensar sobre de que forma podemos trazer apoio e acolhimento de maneiras mais eficazes. Vou deixar abaixo uma lista de situações que são comuns em relações abusivas como uma ferramenta de reflexão para você que está lendo.

E encerro o texto com a pergunta, que eu peço que você responda nos comentários:

o que podemos fazer para apoiar e acolher as mulheres que estão em relacionamentos abusivos a se libertarem deles?

 

Algumas características de relacionamentos potencialmente abusivos:

  • Seu parceiro lhe critica e diminui frequentemente
  • Seu parceiro tem ciúmes intensos, que te colocam em situações desconfortáveis
  • Seu parceiro viola sua privacidade (vasculha seu celular, suas coisas etc) e/ou controla onde você está com frequência
  • Ele diz coisas como “eu faço isso porque eu te amo demais”, “isso é para seu bem”, “eu sei o que é melhor para você”, “só eu te entendo/te amo de verdade”
  • Ele exige que você se afaste de amigos e familiares que se opõem ao relacionamento ou cria direta ou indiretamente situações que fazem com que você os afaste
  • Embora no começo da relação ele comece fazendo “críticas construtivas” sobre seu comportamento, aparência e vida, chega um ponto que ele te critica tanto que você acredita que se terminar com ele ninguém mais vai te amar
  • Ele te faz se sentir culpada ou te intimida a fazer sexo quando você não quer
  • Ele é fisicamente violento e/ou te intimida com ameaças de violência física
  • Ele controla seu dinheiro ou te faz dependente do dinheiro dele de forma que você não tenha nenhuma autonomia
  • Ele te chantageia, principalmente de forma emocional, colocando você ou pessoas próximas como culpada pelos comportamentos dele
  • Ele usa seus filhos como ferramenta de chantagem contra você
  • Ele faz com que você se sinta “louca” ou diz isso a você
  • Você não se sente à vontade para discutir os problemas do relacionamento
  • Você sente como se estivesse sempre “pisando em ovos” perto do seu parceiro
  • Ele ameaça se suicidar caso você o deixe

Quero aproveitar para te dizer que, se você reconheceu seu relacionamento ao ler essa lista, busque ajuda. É MUITO improvável que ele mude, por mais que você o ame e esteja disposta a tudo para conseguir fazer a relação funcionar. E é altamente improvável que ele mude porque ele teria que mudar quem ele é e eu sei que você sabe que isso é das coisas mais difíceis que existem no mundo. 

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